
Sobre
Por trás
da Lumeia
A fotografia entrou na minha vida em 2018 e nunca mais saiu. Antes disso, o que me ocupava eram as artes plásticas — a forma, a composição, a maneira como a luz cai sobre as coisas. Foi esse olhar que trouxe comigo.
Interessa-me pouco a pose perfeita. Interessa-me a mão que procura outra mão, o gesto que se repete sem ninguém reparar, o riso que aparece dois segundos depois de alguém dizer que não sabe estar em frente à câmara.
Trabalho quase sempre com luz natural, devagar, com tempo para as pessoas se esquecerem de mim. Oriento quando é preciso e desapareço quando o momento pede espontaneidade.
A base é Lisboa. Mas se a vossa história acontece noutro sítio, viajo — dentro e fora de Portugal.
Não é preciso saber posar.
É a frase que mais oiço antes de uma sessão. Ninguém sabe — e não é isso que faz uma boa fotografia. O meu trabalho é criar as condições para que estejam à vontade e tratar do resto.